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AVALIAÇÃO DOS VEREADORES DE SANTARÉM

Terminando o primeiro trimestre de 2026, fizemos uma varredura nas atividades dos parlamentares de Santarém para saber quem apresentou mais matérias relevantes, até agora. Baseamos a análise nos Projetos de Lei Ordinária e nas questionáveis Moções. Observamos que muitos Projetos de Lei também servem como “homenagens”, considerando de utilidade pública instituições que já são reconhecidas pelos bons serviços prestados à sociedade, por exemplo, dispensando uma Lei específica para isso.

Vereadores que questionam alguns problemas da cidade não apresentaram qualquer solução, desde o início do mandato, fazendo da Câmara apenas um palanque politiqueiro para si e para outros políticos, inclusive para quem teve a oportunidade de fazer algo pela cidade, mas não fez absolutamente nada, além de promover politicamente parentes e aliados.

Veja como cada Vereador está trabalhando, em 2026:

 

ALAÉRCIO CARDOSO


PROJETOS DE LEI: 11

MOÇÕES: 11

 

ALBERTO PORTELA

PROJETOS DE LEI: 10

MOÇÕES: 6

 

ALEXANDRE MADURO

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 0

 

ANDREO RASERA

PROJETOS DE LEI: 7

MOÇÕES: 1

 

BÁRBARA MATOS

PROJETOS DE LEI: 2

MOÇÕES: 0

 

BIGA KALAHARE

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 2

 

DAVID PAIVA

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 0

 

ELIELTON LIRA

PROJETOS DE LEI: 1

MOÇÕES: 2

 

ELITA BELTRÃO


PROJETOS DE LEI: 8

MOÇÕES: 0

 

ALBA LEAL

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 0

 

ENFERMEIRO JOZIEL

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 3

 

MURILO TOLENTINO

PROJETOS DE LEI: 2

MOÇÕES: 0

 

ERASMO MAIA

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 0

 

ERLON ROCHA

PROJETOS DE LEI: 3

MOÇÕES: 0

 

GERLANDE CASTRO

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 0

 

IVANIRA FIGUEIRA

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 3

 

JANDEILSON PEREIRA (PRESIDENTE)

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 1

 

JÚNIOR TAPAJÓS

PROJETOS DE LEI: 1

MOÇÕES: 2

 

MALAQUIAS MOTTIN

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 0

 

MANO DADAI

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 1

 

RENILSON VINTE

PROJETOS DE LEI: 1

MOÇÕES: 0

 

SÉRGIO PEREIRA

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 1

 

URIAS PINGARILHO

PROJETOS DE LEI: 0

MOÇÕES: 3


No final do 1º semestre faremos mais uma avaliação para saber se os Vereadores de Santarém apresentaram algo de útil para a cidade.


AVALIAÇÃO DOS VEREADORES DE SANTARÉM EM 2025

Estamos em dezembro e chegou o momento de avaliar o desempenho dos Vereadores. Foi um ano de muitas polêmicas, trabalhos e decisões que afetaram a vida dos moradores de Santarém.

Debates acalorados, discussões sobre assuntos irrelevantes, ocupação do Plenário por índios e embates entre Vereadores tiveram repercussão negativa nas redes sociais.

Nossa verificação inicial destacou os Vereadores que mais apresentaram matérias e suas presenças nas Sessões como os principais índices de compromisso com a população. Em breve, faremos a avaliação da qualidade das matérias apresentadas.

O Vereador mais assíduo é Erasmo Maia (UNIÃO), com 100% de presença nas Sessões.

O Vereador com mais faltas é David Paiva (REPUBLICANOS), com apenas 60% de presença nas Sessões.

Dentre os Projetos de Lei Ordinária mais polêmicos, tivemos o que obrigaria a Prefeitura de Santarém a colocar os nomes dos Vereadores em placas de inauguração de obras públicas no Município, aprovado pelos Vereadores e sabiamente vetado pelo Prefeito Zé Maria Tapajós.

Vereadores em números. Confira:

ALAÉRCIO CARDOSO

Presença: 97,33%



ALBERTO PORTELA

Presença: 86,67%



ALEXANDRE MADURO

Presença: 92%



ANDREO RASERA

Presença: 90,67%



BÁRBARA MATOS

Presença: 82,67%



BIGA KALAHARE

Presença: 85,33%



DAVID PAIVA

Presença: 60%



ELIELTON LIRA

Presença: 77,33%



ELITA BELTRÃO

Presença: 92%



ENFERMEIRA ALBA LEAL

Presença: 96%



ENFERMEIRO JOZIEL

Presença: 96%



ENFERMEIRO MURILO TOLENTINO

Presença: 88%



ERASMO MAIA

Presença: 100%



ERLON ROCHA

Presença: 73,33%



GERLANDE CASTRO

Presença: 85,33%



IVANIRA FIGUEIRA

Presença: 89,33



JANDEILSON

Presença: 68%



JÚNIOR TAPAJÓS

Presença: 77,33%



MALAQUIAS MOTTIN

Presença: 88%



MANO DADAI

Presença: 85,33%



RENILSON VINTE

Presença: 82,67%



SÉRGIO PEREIRA

Presença: 92%



URIAS PINGARILHO

Presença: 80%



Para mais detalhes sobre a atuação dos Vereadores de Santarém, basta acessar o site da Câmara Municipal de Santarém clicando no link: https://sapl.santarem.pa.leg.br/parlamentar/ .

O Relatório de Presença dos Parlamentares nas Sessões seguiu os parâmetros de pesquisa:

PERÍODO: 01/01/2025 - 02/12/2025 Legislatura: 20ª (2025 - 2028) (Atual)

Sessão Legislativa: 1º (2025 - 2025) (Atual)

TOTAIS NO PERÍODO - SESSÕES: 75 - ORDENS DO DIA: 75


Informações: Câmara Municipal de Santarém.

O QUE REALMENTE DEVE FAZER UM VEREADOR


Descubra o que faz um vereador, quais são suas funções, poderes e limitações. Saiba como acompanhar e cobrar o trabalho dos parlamentares da Câmara Municipal.

Você sabe o que um vereador realmente faz em Santarém-PA?


Em época de eleição, essa é uma das perguntas mais comuns — e também uma das mais mal respondidas.
Enquanto alguns acreditam que o vereador tem poder de “fazer obras”, outros acham que ele serve apenas para “aprovar leis”. A verdade está no meio: o vereador é o elo entre o povo e o poder público, com funções específicas e limites claros.

Vamos entender, de forma prática, o que está — e o que não está — dentro das atribuições de um vereador santareno.

Criar e aprovar leis municipais

A função mais conhecida do vereador é legislar.
Na prática, ele elabora, discute e vota projetos de lei que tratam de temas locais, como transporte, saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura e segurança pública.
Essas leis complementam as normas estaduais e federais, adaptando-as à realidade de Santarém.

Além dos projetos, os vereadores também apresentam requerimentos, indicações e moções, instrumentos usados para cobrar melhorias ou sugerir políticas públicas ao Poder Executivo.

Fiscalizar as ações da Prefeitura

Outra função essencial do vereador é fiscalizar o Executivo municipal, ou seja, acompanhar o trabalho da Prefeitura.
Eles analisam gastos, contratos, licitações e execução de obras, garantindo que o dinheiro público seja bem utilizado.

Segundo o portal da Câmara Municipal de Santarém, cabe aos vereadores “aprovar gastos e fiscalizar as ações da Prefeitura”.
Isso inclui visitar obras, pedir informações oficiais e convocar secretários municipais para prestar esclarecimentos.

Representar o povo de Santarém

O vereador também atua como representante direto da população.
Ele é a voz dos bairros, comunidades e vilas, levando as demandas do povo para o debate político.
Mesmo sem poder executar obras, o vereador pode indicar e cobrar melhorias ao prefeito e aos secretários.

Por isso, a atuação parlamentar vai muito além do plenário — ela começa nas ruas, ouvindo as pessoas e conhecendo os problemas de perto.

O que o vereador não pode fazer

Um erro comum é achar que o vereador tem poder de execução — como contratar servidores, construir escolas ou liberar verbas.
Na verdade, essas ações são exclusivas do Prefeito, não do Legislativo.

O vereador não pode:

  • Executar obras públicas;

  • Contratar funcionários;

  • Liberar recursos do orçamento;

  • Interferir nas funções do Executivo.

Seu papel é legislar, fiscalizar e representar — nada além, mas também nada menos.

Como acompanhar e cobrar o trabalho dos vereadores

Fiscalizar os fiscais também é papel do cidadão.

Você pode acompanhar todas as ações da Câmara de Santarém acessando o portal oficial: 
https://santarem.pa.leg.br/

Lá é possível ver:

  • Projetos de lei em tramitação;

  • Gastos do Legislativo;

  • Notícias sobre sessões e audiências públicas.

Participar, assistir às sessões e cobrar transparência são formas diretas de fortalecer a política local.

O vereador é a base da democracia municipal.
Em Santarém-PA, seu papel vai muito além do discurso: ele é quem cria leis, fiscaliza o Executivo e representa as necessidades do povo.
Mas, para que isso funcione de verdade, é preciso que o cidadão também participe — cobrando, acompanhando e entendendo o que cada parlamentar faz (ou deixa de fazer).

Saber o que faz um vereador é o primeiro passo para exigir mais responsabilidade e resultados de quem foi eleito para te representar.


Fontes:

A MONTANHA DE LEIS EM SANTARÉM: O CUSTO DA LEGISLAÇÃO DESNECESSÁRIA

Na Câmara Municipal de Santarém, o ano de 2025 tem se mostrado um período de intensa produção legislativa. Contudo, ao analisar a pauta de votações e a lista de Projetos de Lei Ordinária (PLO) apresentados, uma questão crucial se impõe: a qualidade e a relevância social dessas propostas em face dos grandes desafios que a população santarena enfrenta.

Muitos projetos, embora de natureza bem-intencionada ou simbólica, acabam desviando a atenção e o tempo do plenário e das comissões, gerando o que a crítica política chama de "legislação de baixo impacto" ou, em casos mais flagrantes, "leis desnecessárias".

Uma análise dos projetos protocolados por alguns vereadores revela uma tendência preocupante de focar em questões triviais ou de competência do Executivo, em vez de concentrarem esforços em melhorias estruturais, como saúde, educação e infraestrutura.

As Categorias da Legislação Questionável

Os PLOs identificados nos registros de 2025 demonstram como o trabalho legislativo pode se afastar das prioridades essenciais.

1. A Lei Autopromocional: A placa fala mais alto

Um exemplo que beira o conflito de interesses é o PLO 71/2025, que dispõe sobre a "INCLUSÃO DE NOMES DE VEREADORES DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM, NAS PLACAS DE INAUGURAÇÕES DE OBRAS PÚBLICAS".

Embora o projeto tenha sido aprovado pela Câmara, acabou sendo vetado. A simples apresentação e aprovação de tal proposta gerou críticas, pois o ato de incluir o nome de um parlamentar em uma placa de obra financiada pelo dinheiro público é visto como autopromoção e não como uma função legislativa.

2. O Festival das Datas Comemorativas (Leis Calendário)

A proliferação de datas comemorativas municipais consome tempo de tramitação e engorda o rol de leis sem impacto prático na vida do cidadão. O PLO 1444/2025, que "INSTITUI O DIA MUNICIPAL DO CORREDOR DE RUA", é um exemplo clássico de "Lei Calendário".

PLO 2405/2025 e PLO 2406/2025: Dispõem sobre a obrigatoriedade de triagem para Transtorno do Espectro Autista (TEA) com o uso do instrumento M-CHAT-R no ato da matrícula e nas UBSs. Embora o tema seja relevante, a legislação que fixa um instrumento técnico específico (M-CHAT-R) pode configurar microgestão, engessando a Secretaria de Saúde ou Educação e impedindo a atualização ou substituição do protocolo por um instrumento mais moderno ou adequado, sem a necessidade de outra lei.

Enquanto a instituição de um dia pode ser um gesto de reconhecimento, a criação incessante dessas datas obscurece a necessidade de legislar sobre temas cruciais como segurança pública e saneamento básico.

3. Microgerenciamento do Executivo e do Trivial

Outra área de excesso é a tentativa de microgerenciar detalhes operacionais ou criar programas que poderiam ser implementados por decreto do Executivo Municipal.

  • O PLO 4107/2025, que institui o “PROGRAMA DOMINGO DE LAZER” (com feira de artesanato e gastronomia), é um exemplo de projeto que poderia ser melhor gerido pela Secretaria de Cultura ou Turismo, através de ações administrativas ou normativas próprias do Executivo, sem a rigidez de uma lei municipal.

4. O Excesso de Simbolismo e Redundância

Projetos que buscam legislar sobre o simbolismo cívico ou cultural também se destacam, levantando a questão da sua real necessidade.

  • O PLO 3217/2025 propõe a "OBRIGATORIEDADE DA EXECUÇÃO DO HINO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM EM EVENTOS OFICIAIS". Embora a execução do hino seja um ato cívico relevante, a sua obrigatoriedade é, na maioria das vezes, já estabelecida por normas de cerimonial, tornando a lei redundante.

  • Similarmente, o PLO 4089/2025 busca "DECLARAR O HINO DE SANTARÉM COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL". O hino já possui valor cultural intrínseco, e a declaração via lei pode ser vista como um gasto de energia legislativa para formalizar algo já amplamente reconhecido.

  • PLO 2516/2025: Dispõe sobre a obrigatoriedade de cumprimento de prazos para atendimento de Requerimentos aprovados pela Câmara. Tentar obrigar o Poder Executivo a cumprir prazos através de Lei Ordinária pode gerar um conflito de poderes, uma vez que a relação entre a Câmara e o Executivo quanto aos requerimentos é de fiscalização e cooperação, e o não atendimento pode ser motivo de cobrança política, mas dificilmente de uma lei que obrigue o Executivo em sua própria administração interna.

5. Projetos de Lei de Temas Polêmicos sem Abrangência Municipal

PLO 4110/2025: Dispõe sobre a divulgação da demanda e lista de espera por vagas em creches públicas, em consonância com a Lei Federal nº 14.685/2023. Se a lei municipal é "em consonância" (ou seja, repete o teor) de uma Lei Federal que já está em vigor, ela é desnecessária e apenas duplica uma obrigação já existente na esfera municipal.

Propostas que tocam em temas de competência federal ou estadual, ou que ferem o princípio do Estado laico, frequentemente geram controvérsia e pouca eficácia legal. O PLO 4408/2025, que "AUTORIZA A UTILIZAÇÃO DA BÍBLIA COMO RECURSO PARADIDÁTICO NAS ESCOLAS DA REDE PÚBLICA E PRIVADA", é um exemplo.

A inclusão de material didático cabe primariamente à Secretaria Municipal de Educação, baseada em diretrizes pedagógicas, e não ao Legislativo, sob risco de invadir a esfera de competência do Executivo e da própria União, que estabelece as bases da educação nacional.

Conclusão: O Apelo à Produtividade

A Câmara Municipal de Santarém tem o dever de ser o epicentro do debate e da criação de soluções para os problemas concretos da cidade. O foco em PLOs sobre placas, datas comemorativas ou o volume de sirenes nas escolas, enquanto questões de saúde, saneamento básico e emprego aguardam respostas, sinaliza uma inversão de prioridades.

É fundamental que os vereadores direcionem sua capacidade de trabalho para matérias que exigem a intervenção legislativa, como a fiscalização rigorosa do Executivo e a criação de marcos legais que promovam o desenvolvimento econômico e social, em vez de aumentar a burocracia com um festival de leis desnecessárias. O eleitor espera representatividade focada na produtividade e na solução dos problemas reais.