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AVALIAÇÃO DOS VEREADORES DE SANTARÉM EM 2025

Estamos em dezembro e chegou o momento de avaliar o desempenho dos Vereadores. Foi um ano de muitas polêmicas, trabalhos e decisões que afetaram a vida dos moradores de Santarém.

Debates acalorados, discussões sobre assuntos irrelevantes, ocupação do Plenário por índios e embates entre Vereadores tiveram repercussão negativa nas redes sociais.

Nossa verificação inicial destacou os Vereadores que mais apresentaram matérias e suas presenças nas Sessões como os principais índices de compromisso com a população. Em breve, faremos a avaliação da qualidade das matérias apresentadas.

O Vereador mais assíduo é Erasmo Maia (UNIÃO), com 100% de presença nas Sessões.

O Vereador com mais faltas é David Paiva (REPUBLICANOS), com apenas 60% de presença nas Sessões.

Dentre os Projetos de Lei Ordinária mais polêmicos, tivemos o que obrigaria a Prefeitura de Santarém a colocar os nomes dos Vereadores em placas de inauguração de obras públicas no Município, aprovado pelos Vereadores e sabiamente vetado pelo Prefeito Zé Maria Tapajós.

Vereadores em números. Confira:

ALAÉRCIO CARDOSO

Presença: 97,33%



ALBERTO PORTELA

Presença: 86,67%



ALEXANDRE MADURO

Presença: 92%



ANDREO RASERA

Presença: 90,67%



BÁRBARA MATOS

Presença: 82,67%



BIGA KALAHARE

Presença: 85,33%



DAVID PAIVA

Presença: 60%



ELIELTON LIRA

Presença: 77,33%



ELITA BELTRÃO

Presença: 92%



ENFERMEIRA ALBA LEAL

Presença: 96%



ENFERMEIRO JOZIEL

Presença: 96%



ENFERMEIRO MURILO TOLENTINO

Presença: 88%



ERASMO MAIA

Presença: 100%



ERLON ROCHA

Presença: 73,33%



GERLANDE CASTRO

Presença: 85,33%



IVANIRA FIGUEIRA

Presença: 89,33



JANDEILSON

Presença: 68%



JÚNIOR TAPAJÓS

Presença: 77,33%



MALAQUIAS MOTTIN

Presença: 88%



MANO DADAI

Presença: 85,33%



RENILSON VINTE

Presença: 82,67%



SÉRGIO PEREIRA

Presença: 92%



URIAS PINGARILHO

Presença: 80%



Para mais detalhes sobre a atuação dos Vereadores de Santarém, basta acessar o site da Câmara Municipal de Santarém clicando no link: https://sapl.santarem.pa.leg.br/parlamentar/ .

O Relatório de Presença dos Parlamentares nas Sessões seguiu os parâmetros de pesquisa:

PERÍODO: 01/01/2025 - 02/12/2025 Legislatura: 20ª (2025 - 2028) (Atual)

Sessão Legislativa: 1º (2025 - 2025) (Atual)

TOTAIS NO PERÍODO - SESSÕES: 75 - ORDENS DO DIA: 75


Informações: Câmara Municipal de Santarém.

O QUE REALMENTE DEVE FAZER UM VEREADOR


Descubra o que faz um vereador, quais são suas funções, poderes e limitações. Saiba como acompanhar e cobrar o trabalho dos parlamentares da Câmara Municipal.

Você sabe o que um vereador realmente faz em Santarém-PA?


Em época de eleição, essa é uma das perguntas mais comuns — e também uma das mais mal respondidas.
Enquanto alguns acreditam que o vereador tem poder de “fazer obras”, outros acham que ele serve apenas para “aprovar leis”. A verdade está no meio: o vereador é o elo entre o povo e o poder público, com funções específicas e limites claros.

Vamos entender, de forma prática, o que está — e o que não está — dentro das atribuições de um vereador santareno.

Criar e aprovar leis municipais

A função mais conhecida do vereador é legislar.
Na prática, ele elabora, discute e vota projetos de lei que tratam de temas locais, como transporte, saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura e segurança pública.
Essas leis complementam as normas estaduais e federais, adaptando-as à realidade de Santarém.

Além dos projetos, os vereadores também apresentam requerimentos, indicações e moções, instrumentos usados para cobrar melhorias ou sugerir políticas públicas ao Poder Executivo.

Fiscalizar as ações da Prefeitura

Outra função essencial do vereador é fiscalizar o Executivo municipal, ou seja, acompanhar o trabalho da Prefeitura.
Eles analisam gastos, contratos, licitações e execução de obras, garantindo que o dinheiro público seja bem utilizado.

Segundo o portal da Câmara Municipal de Santarém, cabe aos vereadores “aprovar gastos e fiscalizar as ações da Prefeitura”.
Isso inclui visitar obras, pedir informações oficiais e convocar secretários municipais para prestar esclarecimentos.

Representar o povo de Santarém

O vereador também atua como representante direto da população.
Ele é a voz dos bairros, comunidades e vilas, levando as demandas do povo para o debate político.
Mesmo sem poder executar obras, o vereador pode indicar e cobrar melhorias ao prefeito e aos secretários.

Por isso, a atuação parlamentar vai muito além do plenário — ela começa nas ruas, ouvindo as pessoas e conhecendo os problemas de perto.

O que o vereador não pode fazer

Um erro comum é achar que o vereador tem poder de execução — como contratar servidores, construir escolas ou liberar verbas.
Na verdade, essas ações são exclusivas do Prefeito, não do Legislativo.

O vereador não pode:

  • Executar obras públicas;

  • Contratar funcionários;

  • Liberar recursos do orçamento;

  • Interferir nas funções do Executivo.

Seu papel é legislar, fiscalizar e representar — nada além, mas também nada menos.

Como acompanhar e cobrar o trabalho dos vereadores

Fiscalizar os fiscais também é papel do cidadão.

Você pode acompanhar todas as ações da Câmara de Santarém acessando o portal oficial: 
https://santarem.pa.leg.br/

Lá é possível ver:

  • Projetos de lei em tramitação;

  • Gastos do Legislativo;

  • Notícias sobre sessões e audiências públicas.

Participar, assistir às sessões e cobrar transparência são formas diretas de fortalecer a política local.

O vereador é a base da democracia municipal.
Em Santarém-PA, seu papel vai muito além do discurso: ele é quem cria leis, fiscaliza o Executivo e representa as necessidades do povo.
Mas, para que isso funcione de verdade, é preciso que o cidadão também participe — cobrando, acompanhando e entendendo o que cada parlamentar faz (ou deixa de fazer).

Saber o que faz um vereador é o primeiro passo para exigir mais responsabilidade e resultados de quem foi eleito para te representar.


Fontes:

A MONTANHA DE LEIS EM SANTARÉM: O CUSTO DA LEGISLAÇÃO DESNECESSÁRIA

Na Câmara Municipal de Santarém, o ano de 2025 tem se mostrado um período de intensa produção legislativa. Contudo, ao analisar a pauta de votações e a lista de Projetos de Lei Ordinária (PLO) apresentados, uma questão crucial se impõe: a qualidade e a relevância social dessas propostas em face dos grandes desafios que a população santarena enfrenta.

Muitos projetos, embora de natureza bem-intencionada ou simbólica, acabam desviando a atenção e o tempo do plenário e das comissões, gerando o que a crítica política chama de "legislação de baixo impacto" ou, em casos mais flagrantes, "leis desnecessárias".

Uma análise dos projetos protocolados por alguns vereadores revela uma tendência preocupante de focar em questões triviais ou de competência do Executivo, em vez de concentrarem esforços em melhorias estruturais, como saúde, educação e infraestrutura.

As Categorias da Legislação Questionável

Os PLOs identificados nos registros de 2025 demonstram como o trabalho legislativo pode se afastar das prioridades essenciais.

1. A Lei Autopromocional: A placa fala mais alto

Um exemplo que beira o conflito de interesses é o PLO 71/2025, que dispõe sobre a "INCLUSÃO DE NOMES DE VEREADORES DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM, NAS PLACAS DE INAUGURAÇÕES DE OBRAS PÚBLICAS".

Embora o projeto tenha sido aprovado pela Câmara, acabou sendo vetado. A simples apresentação e aprovação de tal proposta gerou críticas, pois o ato de incluir o nome de um parlamentar em uma placa de obra financiada pelo dinheiro público é visto como autopromoção e não como uma função legislativa.

2. O Festival das Datas Comemorativas (Leis Calendário)

A proliferação de datas comemorativas municipais consome tempo de tramitação e engorda o rol de leis sem impacto prático na vida do cidadão. O PLO 1444/2025, que "INSTITUI O DIA MUNICIPAL DO CORREDOR DE RUA", é um exemplo clássico de "Lei Calendário".

PLO 2405/2025 e PLO 2406/2025: Dispõem sobre a obrigatoriedade de triagem para Transtorno do Espectro Autista (TEA) com o uso do instrumento M-CHAT-R no ato da matrícula e nas UBSs. Embora o tema seja relevante, a legislação que fixa um instrumento técnico específico (M-CHAT-R) pode configurar microgestão, engessando a Secretaria de Saúde ou Educação e impedindo a atualização ou substituição do protocolo por um instrumento mais moderno ou adequado, sem a necessidade de outra lei.

Enquanto a instituição de um dia pode ser um gesto de reconhecimento, a criação incessante dessas datas obscurece a necessidade de legislar sobre temas cruciais como segurança pública e saneamento básico.

3. Microgerenciamento do Executivo e do Trivial

Outra área de excesso é a tentativa de microgerenciar detalhes operacionais ou criar programas que poderiam ser implementados por decreto do Executivo Municipal.

  • O PLO 4107/2025, que institui o “PROGRAMA DOMINGO DE LAZER” (com feira de artesanato e gastronomia), é um exemplo de projeto que poderia ser melhor gerido pela Secretaria de Cultura ou Turismo, através de ações administrativas ou normativas próprias do Executivo, sem a rigidez de uma lei municipal.

4. O Excesso de Simbolismo e Redundância

Projetos que buscam legislar sobre o simbolismo cívico ou cultural também se destacam, levantando a questão da sua real necessidade.

  • O PLO 3217/2025 propõe a "OBRIGATORIEDADE DA EXECUÇÃO DO HINO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM EM EVENTOS OFICIAIS". Embora a execução do hino seja um ato cívico relevante, a sua obrigatoriedade é, na maioria das vezes, já estabelecida por normas de cerimonial, tornando a lei redundante.

  • Similarmente, o PLO 4089/2025 busca "DECLARAR O HINO DE SANTARÉM COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL". O hino já possui valor cultural intrínseco, e a declaração via lei pode ser vista como um gasto de energia legislativa para formalizar algo já amplamente reconhecido.

  • PLO 2516/2025: Dispõe sobre a obrigatoriedade de cumprimento de prazos para atendimento de Requerimentos aprovados pela Câmara. Tentar obrigar o Poder Executivo a cumprir prazos através de Lei Ordinária pode gerar um conflito de poderes, uma vez que a relação entre a Câmara e o Executivo quanto aos requerimentos é de fiscalização e cooperação, e o não atendimento pode ser motivo de cobrança política, mas dificilmente de uma lei que obrigue o Executivo em sua própria administração interna.

5. Projetos de Lei de Temas Polêmicos sem Abrangência Municipal

PLO 4110/2025: Dispõe sobre a divulgação da demanda e lista de espera por vagas em creches públicas, em consonância com a Lei Federal nº 14.685/2023. Se a lei municipal é "em consonância" (ou seja, repete o teor) de uma Lei Federal que já está em vigor, ela é desnecessária e apenas duplica uma obrigação já existente na esfera municipal.

Propostas que tocam em temas de competência federal ou estadual, ou que ferem o princípio do Estado laico, frequentemente geram controvérsia e pouca eficácia legal. O PLO 4408/2025, que "AUTORIZA A UTILIZAÇÃO DA BÍBLIA COMO RECURSO PARADIDÁTICO NAS ESCOLAS DA REDE PÚBLICA E PRIVADA", é um exemplo.

A inclusão de material didático cabe primariamente à Secretaria Municipal de Educação, baseada em diretrizes pedagógicas, e não ao Legislativo, sob risco de invadir a esfera de competência do Executivo e da própria União, que estabelece as bases da educação nacional.

Conclusão: O Apelo à Produtividade

A Câmara Municipal de Santarém tem o dever de ser o epicentro do debate e da criação de soluções para os problemas concretos da cidade. O foco em PLOs sobre placas, datas comemorativas ou o volume de sirenes nas escolas, enquanto questões de saúde, saneamento básico e emprego aguardam respostas, sinaliza uma inversão de prioridades.

É fundamental que os vereadores direcionem sua capacidade de trabalho para matérias que exigem a intervenção legislativa, como a fiscalização rigorosa do Executivo e a criação de marcos legais que promovam o desenvolvimento econômico e social, em vez de aumentar a burocracia com um festival de leis desnecessárias. O eleitor espera representatividade focada na produtividade e na solução dos problemas reais.

  • INDÍGENAS OCUPAM CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM

    Aos gritos de “Fora, Malaquias”, representantes de povos indígenas e quilombolas reclamaram sobre as falas do Vereador Malaquias Mottin, sobre demarcação de terras dos povos originários, garças e árvores da cidade. Além disso, Malaquias foi acusado de "racismo".

    A ocupação do Plenário durou pouco mais de uma hora e teve a entrega do pedido de Impeachment de Malaquias.

    Após a saída dos indígenas do Plenário, Vereadores saíram em defesa de Malaquias, dizendo desconhecer falas racistas ou qualquer outro tipo de ataque aos povos originários.


    Veja o vídeo completo no canal da Câmara de Santarém no YouTube CLICANDO AQUI.

    ACARI NEWS: EDIÇÃO “MUITO CAFÉ”

    Parece que os Vereadores de Santarém estão querendo passar o dia acordados! A EFRVPT – Equipe Fundo do Rio de Vistoria de Portal da Transparência localizou um Contrato cabuloso da Câmara Municipal, no qual são adquiridas nada mais nada menos do que 110 garrafas térmicas para café. O Contrato nº 030/2025 mostra que serão gastos “singelos” R$9.526,00 para a compra das garrafas, cada uma saindo a R$86,60. No mesmo lote, ainda temos cera líquida, lustra móveis e regulador de botijão de gás.

    Mas é claro que não poderia faltar açúcar para tanto café. O Contrato nº 028/2025 prevê a compra de 1.440kg de açúcar, no valor de R$4.896,00. Além disso, no mesmo Contrato ainda estão diversos itens de higiene e limpeza, totalizando R$69.315,60.

    Claro que não podemos esquecer dele, o causador de toda essa despesa: o café! São 3.600 pacotes de 250g do pretinho cheiroso e gostoso, saindo pela bagatela de R$53.280,00. E o Contrato nº 029/2025 ainda contempla 1050 galões de 20 litros de água mineral (R$8.074,50), 2.880 garrafas de água mineral de 300 ml (R$33.696,00), 960 garrafas de água mineral de 1,5L (R$10.560,00), 1.800 pacotes de biscoito salgado (R$6.930,00), 1800 pacotes de biscoito doce (R$7.740,00), entre diversos outros itens de higiene e limpeza, no total de R$176.013,25.

    Isso que ainda não chegamos na parte de buffet para os inúmeros eventos da “Casa do Povo”. Aliás, este é o nome correto para a Câmara Municipal, já que toda essa fartura é paga com o dinheiro do contribuinte que, muitas vezes, não consegue chegar até lá para observar seus funcionários trabalhando, ou para degustar um cafezinho com biscoito.

    E quem quiser ver com os próprios olhos é só entrar no Portal da Transparência da Câmara Municipal de Santarém clicando aqui.

    Com informações do Repórter Especialista em Transparência Tucunaré-Açu, querendo saber onde os Vereadores vão enfiar tanto café, direto do Fundo do Rio.



    SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS DA CÂMARA DE SANTARÉM

    O acesso à informação sobre os salários dos servidores de uma Câmara Municipal é um pilar fundamental para a transparência e o controle social. Essa prática, garantida pela Lei de Acesso à Informação (LAI), vai muito além de mera curiosidade, sendo um instrumento crucial para a fiscalização da gestão pública e para o fortalecimento da democracia.

    Transparência e Combate à Corrupção

    Ao tornar públicos os salários, a Câmara Municipal permite que a população e os órgãos de controle, como o Ministério Público, fiscalizem se os valores pagos estão em conformidade com as leis e se não há privilégios indevidos. Essa transparência é uma poderosa ferramenta no combate à corrupção, pois dificulta a criação de esquemas de superfaturamento e o pagamento de salários "fantasmas" para pessoas que não prestam serviço. O simples fato de um salário ser público já inibe a prática de irregularidades.

    Responsabilidade Fiscal e Econômica

    A folha de pagamento é uma das maiores despesas de uma Câmara. Saber quanto cada servidor ganha permite que o cidadão e os vereadores avaliem se o dinheiro dos impostos está sendo bem utilizado. É possível verificar se os salários são compatíveis com as funções exercidas, se há acúmulo de cargos e se a Câmara está gastando de forma responsável. Isso possibilita que a sociedade cobre uma gestão fiscal mais eficiente e que o dinheiro público seja investido em áreas prioritárias para a cidade.

    Fortalecimento da Democracia

    A divulgação dos salários é um elemento central para a participação cidadã. Com essas informações em mãos, a população pode participar de debates sobre o orçamento do município, propor melhorias na alocação de recursos e fiscalizar de perto a atuação dos vereadores e dos servidores. O acesso aos dados torna o eleitor mais consciente e preparado para escolher seus representantes e para cobrar resultados, fortalecendo a relação entre a população e o poder público.

    CONFIRA OS CARGOS E SALÁRIOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM








    Informações: Portal da Câmara Municipal de Santarém.











    VEREADORES PERDEM TEMPO COM LEIS "SEM SENTIDO"

    Em meio a desafios como o desenvolvimento econômico da cidade, os Vereadores parecem estar ocupados com questões de pouca relevância. Um levantamento recente tem jogado luz sobre um problema crônico: a criação de um volume expressivo de leis municipais que, na prática, têm pouco ou nenhum impacto na vida dos cidadãos.

    A quantidade de projetos de lei propostos por vereadores que se encaixam na categoria de "pouca relevância" é alta. Estamos falando de leis que determinam nomes de ruas, criam datas comemorativas ou instituem "semanas" e "dias" de conscientização sobre temas variados. Embora a intenção possa ser nobre em alguns casos, muitos desses projetos são redundantes ou tratam de assuntos que já são abordados por leis federais ou estaduais.

    Como exemplo, temos a discussão que já dura semanas, na Câmara Municipal de Santarém, sobre a nomenclatura do Parque da Cidade. Também tivemos o Projeto de Lei que colocaria os nomes dos Vereadores em placas de inaugurações da Prefeitura. Claro, não podemos esquecer o excesso de de "homenagens", como Moções, distribuídas a rodo e que têm o mesmo custo dos Projetos de Lei.

    O Custo da Irrelevância

    A principal crítica a essa prática não se restringe apenas à perda de tempo da Câmara, mas também ao custo financeiro e de recursos humanos. Cada projeto de lei precisa ser redigido, protocolado, analisado pelas comissões legislativas e, finalmente, votado em plenário. Esse processo envolve assessores jurídicos, técnicos e o tempo dos próprios vereadores. A dedicação a essas pautas menores desvia a atenção de temas cruciais que demandam discussões aprofundadas, como o Plano Diretor, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Orçamento Anual (LOA), que são as ferramentas que realmente moldam o futuro da cidade.

    Em alguns casos, essas leis de menor importância são aprovadas e, posteriormente, nunca são implementadas, ou sequer saem do papel. Elas se tornam parte de um arcabouço jurídico inchado, muitas vezes ignorado pela própria administração municipal. Isso cria uma falsa sensação de produtividade legislativa, mascarando a falta de debate sobre problemas estruturais.

    O Verdadeiro Papel do Vereador

    É importante lembrar que a principal função do vereador, além de fiscalizar o Poder Executivo, é legislar. No entanto, o ato de legislar deve ser focado em resolver os problemas da comunidade, criando normas que melhorem a qualidade de vida, promovam a justiça social e garantam o bom funcionamento da cidade. A criação de leis que garantem direitos, regulam serviços e protegem o meio ambiente, por exemplo, são o tipo de trabalho legislativo que a população espera e necessita.

    A sociedade, por sua vez, tem um papel fundamental nesse cenário. A pressão popular e a cobrança por uma atuação mais efetiva dos representantes são essenciais para que os vereadores se concentrem no que realmente importa. Afinal, uma cidade com problemas reais precisa de soluções reais, e não de um festival de datas comemorativas.

    Para acompanhar os Projetos de Lei apresentados pelos Vereadores de Santarém, CLIQUE AQUI.

    FISCALIZAÇÃO DOS VEREADORES: MAIS E MENOS MATÉRIAS

     

    Estamos realizando uma análise constante dos trabalhos dos Vereadores de Santarém, em 2025.

    Selecionamos os 5 que mais apresentaram proposições e os 5 que menos mostraram atividade legislativa neste mandato. Consideramos apenas as matérias apresentadas:

     

    5 MAIS

    Alba Leal – 213

    Sérgio Pereira – 181

    Elielton Lira – 162

    Erlon Rocha – 143

    Jandeilson Pereira – 143

     

    5 MENOS

    Bárbara Matos – 55

    Biga Kalahari – 52

    Erasmo Maia – 37

    David Paiva – 31

    Malaquias Mottin – 29

     

    Em breve, publicaremos a avaliação da qualidade legislativa dos Vereadores.


    Fonte: Site da Câmara Municipal de Santarém.

    PROJETO DE LEI BIZARRO VAI PARA COORDENADORIA JURÍDICA LEGISLATIVA

     

    Um Projeto de Lei apresentado pelo Vereador Alaércio Cardoso, que trata sobre a inclusão dos nomes dos Vereadores em placas de inauguração de obras da Prefeitura, está tramitando na Câmara Municipal de Santarém.

    No dia 28 de abril (segunda-feira), o Projeto saiu da 2ª Comissão, a de Finanças, Contas, Constituição, Justiça e Redação final para as mãos do Procurador Jurídico-Legislativo, Dr. Luís Cláudio Cajado Brasil, para apreciação e Parecer Jurídico, para saber se existe legalidade e constitucionalidade da proposição.

    O fato chama atenção pela falta de necessidade, diante de tantas outras possibilidades de Projetos de Lei serem apresentados, como voltados ao desenvolvimento econômico, social e tecnológico, por exemplo.

    Pesquisamos sobre o assunto e encontramos o Parecer Jurídico da Câmara Municipal de Guarantã do Norte, no Mato Grosso, fazendo apontamentos muito claros sobre um Projeto de Lei com o mesmo objetivo.

    No documento, a Assessoria Jurídica informa que a Lei pode gerar a prática de PROMOÇÃO PESSOAL através do uso da máquina pública. Mesmo em obras da própria Câmara Municipal, ainda se observa um certo exagero. Ainda, reforça que o uso destas placas com nomes fere Princípios Constitucionais da Administração Pública.

    Para ilustrar, temos o artigo 37, §1º da Constituição Federal que diz:

    A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.

    A Justificativa apresentada pelo Vereador Alaércio Cardoso é de “dar transparência à atuação dos Vereadores”, “reconhecer o trabalho dos Vereadores” e prestar contas à população. Em relação à transparência, todos os documentos relativos às obras já devem ser publicados pela Prefeitura. Sobre os outros dois pontos da Justificativa, fica clara a intenção de promoção pessoal, indo contra o Princípio da Impessoalidade da Administração Pública.

    Portanto, espera-se que o Parecer Jurídico esteja de acordo com a Lei e considere que o Projeto de Lei padeça de vício constitucional, sendo arquivado, imediatamente.

    QUALIDADE LEGISLATIVA: MELHORES E PIORES PROJETOS DE LEI

     

    Depois de mostrar os Vereadores mais e menos ativos de Santarém, vamos às análises dos Projetos de Lei que eles apresentaram.

    O baixo desempenho em preparar Projetos de Lei causa preocupação, deixando a população sem saber o que será feito para melhorar a qualidade de vida na cidade. Consideramos, também, a importância de Leis que tenham qualidade. Selecionamos alguns Projetos de Lei, de acordo com a relevância positiva ou negativa, apresentados em 2025.

    PROJETOS DE LEI BONS:

    PL 315/2025: Dispõe sobre a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica no município de Santarém. Autor: ELIELTON LIRA.

    PL387/2025: Dispõe sobre a criação de leitos separados para as mães de natimorto e mães com óbito fetal, nas unidades de saúde credenciadas no sistema único de saúde- sus, assim como as de rede privada, no município de Santarém. Autor: ENFERMEIRO JOZIEL.

    PL1111/2025: Dispõe sobre a obrigatoriedade de estabelecimentos comerciais e as residências a descartarem de forma adequada os resíduos perfuro cortantes não classificados como resíduos de serviço de saúde, no município de Santarém - Pará, e dá outras providências. Autor: SÉRGIO PEREIRA.

    PROJETOS DE LEI RUINS:

    PL 71/2025: Dispõe sobre a inclusão dos nomes dos vereadores nas placas de inaugurações de obras públicas realizadas no Município de Santarém. Autor: ALAÉRCIO CARDOSO.

    PL 653/2025: Dispõe sobre a troca de nomenclatura da EMEIF São Francisco - Anexo São José para Mbuesawaruka Maki Itu Surara Arapiuns. Autor: MURILO TOLENTINO. (A classificação se deu pelo alto número de “trocas de nomenclaturas” de locais públicos apresentadas pelos Vereadores, algo de pouca relevância para a estrutura dos lugares e das comunidades).

    Os Vereadores David Paiva, Alberto Portela, Elita Beltrão, Gerlande Castro, Ivanira Figueira, Jander Ilson Pereira, Júnior Tapajós, Malaquias Mottin, Mano Dadai, ainda não protocolaram Projetos de Lei.

    Vereadores que já apresentaram Projetos de Lei e não foram citados apresentaram apenas temas medianos, irrelevantes positiva ou negativamente.

    Observamos que existe uma movimentação muito grande nas redes sociais de alguns Vereadores que ainda não apresentaram Projetos de Lei. Muitos agindo como "influencers", mas com pouco trabalho na função pública. Este fato coloca em dúvida o real objetivo de ocuparem o cargo na Câmara Municipal, assim como tem causado revolta em grande parte da população.

    Em breve, mais uma análise sobre o desempenho dos Vereadores de Santarém.

    ACARI NEWS: EDIÇÃO “MENINO MALUQUIAS”

     

    Não queremos sacanear Vereador, muito menos comprar briga dos outros. Mas estamos acompanhando algumas situações muito complicadas, da parte do Vereador Malaquias Mottin. Não sabemos informar se suas falas polêmicas e embaraçosas são fruto da sua própria imaginação, ou se sua assessoria está orientando errado. Ele parece ainda não ter muita noção do cargo, ou está ouvindo péssimos conselhos.

    Ele tem um comportamento que vai contra o Regimento Interno da Câmara, atrapalhando as falas dos outros Vereadores e, muitas vezes, não consegue se expressar muito bem. Mas o negócio ficou feio quando ele resolveu dizer que carregava malas com dinheiro de propina para agentes do IBAMA. Aí o caldo entornou para o lado dele. Ainda colocou outros agricultores na roda, assim como uma turma do IBAMA. Foi uma lambança doida.

    Mais recentemente, resolveu que seria legal falar sobre mobilidade urbana. Até aí, tudo certo. O problema é que ele também falou que seria importante derrubar as mangueiras da Avenida Rui Barbosa, que servem de “berço” para centenas de garças, há muitos anos. Isso foi um chute nos ovos, não das garças”, mas da população que tem as árvores e os pássaros como “patrimônio municipal”. Claro que devemos pensar no desenvolvimento da cidade, mas com planejamento e não falando coisas aleatórias por falar. Acabou levando esporro da população.

    Com informações do Repórter Surubim, tentando descobrir para onde as garças poderiam se mudar, caso as mangueiras sejam cortadas, direto do Fundo do Rio.



    Obs.: Esta é uma publicação que fala com humor de situações políticas reais. Sem mimimi, por gentileza.

    VEREADORES QUE MAIS APRESENTARAM MATÉRIAS

     


    Estamos avaliando o desempenho do Poder Legislativo de Santarém, com o objetivo de dar transparência às atividades realizadas pelos Vereadores. Mesmo que o conteúdo de todas as ações estejam (ou deveriam estar) no site e no Portal da Transparência da Câmara, muita gente ainda tem dificuldade para localizar as informações.

    Por isso, vamos trazer todos os dados que estão publicadas para mostrar à população como os Vereadores estão trabalhando.

    Em relação à quantidade de matérias e proposições apresentadas pelos Vereadores, observamos uma diferença muito grande entre os mais ativos e os menos ativos. A Vereadora Alba Leal foi quem mais Indicação, Requerimento, Projeto de Lei, Pedido de Informações e outras matérias. O pior desempenho é do Vereador David Paiva, apresentando apenas 8 matérias, sendo 2 Moções, 3 Pedidos de Informações e 3 Requerimentos.

    Veja abaixo quantas matérias cada Vereador de Santarém apresentou, em 2025:

    ALAÉRCIO CARDOSO: 55 MATÉRIAS APRESENTADAS

    ALBERTO PORTELA: 74 MATÉRIAS APRESENTADAS

    ALEXANDRE MADURO: 92 MATÉRIAS APRESENTADAS

    ANDREO RASERA: 63 MATÉRIAS APRESENTADAS

    BÁRBARA MATOS: 33 MATÉRIAS APRESENTADAS

    BIGA KALAHARE: 41 MATÉRIAS APRESENTADAS

    DAVID PAIVA: 8 MATÉRIAS APRESENTADAS

    ELIELTON LIRA: 78 MATÉRIAS APRESENTADAS

    ELITA BELTRÃO: 26 MATÉRIAS APRESENTADAS

    ALBA LEAL: 102 MATÉRIAS APRESENTADAS

    JOZIEL: 55 MATÉRIAS APRESENTADAS

    MURILO TOLENTINO: 56 MATÉRIAS APRESENTADAS

    ERASMO MAIA: 24 MATÉRIAS APRESENTADAS

    ERLON ROCHA: 78: MATÉRIAS APRESENTADAS

    GERLANDE CASTRO: 17 MATÉRIAS APRESENTADAS

    IVANIRA FIGUEIRA: 30 MATÉRIAS APRESENTADAS

    JANDER ILSON: 74 MATÉRIAS APRESENTADAS

    JÚNIOR TAPAJÓS: 37 MATÉRIAS APRESENTADAS

    MALAQUIAS MOTTIN: 19 MATÉRIAS APRESENTADAS

    MANO DADAI: 36 MATÉRIAS APRESENTADAS

    RENILSON VINTE: 25 MATÉRIAS APRESENTADAS

    SÉRGIO PEREIRA: 91 MATÉRIAS APRESENTADAS

    URIAS PINGARILHO: 69 MATÉRIAS APRESENTADAS

    Estamos analisando as contas da Câmara Municipal de Santarém para saber quanto e como o dinheiro está sendo usado. Vale lembrar que, há alguns anos, tivemos o “Escândalo do Camarão Rosa”, quando os Vereadores estavam gastando o dinheiro público com banquetes. Em breve, estaremos divulgando as informações.